17 de fevereiro de 2019
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Elói Pietá é um ás quando se trata de vencer eleições. Entre 1983 e 2008 foram 26 anos de mandatos consecutivos, engatando uma vitória na outra. Foi vereador por oito anos, deputado estadual por dez anos e prefeito por outros oito anos. Na última eleição em que teve participação direta, conseguiu eleger Sebastião Almeida o seu sucessor na Prefeitura de Guarulhos, maior cidade paulista. Como cabo eleitoral, foi influência determinante na eleição de três pares de deputados estadual e federal, em 2002, 2006 e 2010.

Na prefeitura por dois mandatos, de 2001 a 2008, foi um administrador que demonstrou alta compreensão dos assuntos municipais e grande capacidade de planejamento. Estava presente em todas as áreas do governo, influenciando os rumos e dando opiniões, em geral, pertinentes. Apresentou no exercício do cargo uma habilidade política apurada, qualidade reconhecida por aliados e opositores. Era capaz de conversar durante horas com um vereador sem se comprometer com nenhuma demanda específica. Quem é prefeito, sabe que essa não é uma tarefa fácil. Só um vereador muito pouco interessado perde a chance de, estando com o gestor municipal, arrancar alguma conquista para as suas bases.

Na Assembléia Legislativa paulista entre 1991 e 2000, notabilizou-se como especialista em Segurança Pública num momento em que poucas pessoas da Esquerda se atreviam a enfrentar o tema, que ainda era, de certa forma, um tabu para quem tinha fresco na memória o enfrentamento com os militares. Naquele momento, Segurança Pública ainda cheirava a “coisa da Direita” e um dos destaques da época era o deputado Erasmo Dias. Pietá fez um trabalho pioneiro, elaborando políticas públicas para o setor. A presença ativa em duas CPIs, a do Carandiru (julgando o assassinato de 111 presos, acontecido em plena véspera eleitoral de 1992) e a do Crime Organizado (desvendando práticas das quadrilhas paulistas, em várias das quais havia a presença de agentes do Estado), lhe redeu, além de ameaças, farta presença na mídia, o que ajudou a alavancar sua carreira.

Gaúcho de Gaurama, Pietá, 65 anos, começou a militância política combatendo a ditadura militar nos anos sessenta e continua hoje em plena atividade. Como secretário geral nacional do PT percorre o país ajudando a organizar o partido (recentemente, cumpriu missão espinhosa: mediar conflitos que surgiram na montagem de várias chapas petistas, como o ruidoso processo eleitoral do Recife).

Elói Pietátambém é referência quando o assunto é planejamento de campanha. Por isso, vale a pena conferir a entrevista a seguir, dada a Justino Pereira e Ricardo Filho numa manhã de sábado. A conversa deveria durar 30 minutos. Durou mais de duas horas.

A publicação dos quatro blocos de entrevista será semanal. Neste primeiro post Pietá fala da campanha para Vereador; no segundo, aborda a disputa para Prefeito; o terceiro post é dedicado, pela importância do tema, exclusivamente à comunicação eleitoral; o quarto post aborda as mudanças (e permanências) no sistema eleitoral brasileiro nos últimos 30 anos, como a crescente burocratização das eleições.

Acompanhe a primeira parte abaixo. Você verá que em alguns pontos as questões se repetem. Isso acontece porque procuramos editar muito pouco, preservando o tom de conversa, mais coloquial. Desejamos boa leitura a todos os que vivem a Política, por prazer, convicção ou necessidade.

Campanhas e Mandatos: Elói, qual o segredo de vencer tantas eleições?

Elói Pietá: Em primeiro lugar, é preciso ter uma intensa relação com a sociedade que te elege e ser coerente com as expectativas que você vai criando, de tal modo que haja uma ligação entre aquilo que você diz que vai fazer, aquilo que as pessoas esperam de você e aquilo que de fato acontece. E, ao mesmo tempo, tem que trabalhar intensamente. Só trabalhar intensamente, porém, não adianta se você for incoerente com aquilo que você se comprometeu e as expectativas que você abriu. E é claro que a política depende muito de quem você está efetivamente buscando representar e da conjuntura em que essas pessoas estão querendo ser representadas por você. Nesse período de 1982 a 2004, passamos por diversas conjunturas, diversos momentos, mas os princípios que você defende precisam se manter fixos, porque isso é que vai consolidando camadas de apoio ao longo do tempo.

CeM: Se uma pessoa te procurasse e dissesse, Elói, estou pensando em ser candidato, o que você diria?

EP: Quando alguém me procura e diz que está pensando em ser candidato, e me pergunta se eu acho se ela deve ser candidata, e isso acontece muito, eu faço a seguinte conversa: em primeiro lugar, pergunto o que essa pessoa quer nessa eleição, se quer ganhar ou quer começar a construir uma vitória futura, não necessariamente nesta eleição. Se a pessoa diz que quer ganhar, aí a conversa é a seguinte: em que você fundamenta essa possibilidade de ganhar? Quantos vereadores tem na tua cidade? Quantos vereadores o partido tem? E você, dentro desses tantos que o partido pode ter como eleitos? Analisou os outros candidatos também, como é que estão as possibilidades deles? E você fundamenta em que os números de votos que são necessários para te eleger e que vo cê e spera atingir? Quem é que está te apoiando pra fazer a tua campanha? E você já tem uma ideia precisa ou pelo menos aproximada de qual vai ser o teu discurso para convencer as pessoas a votarem em você? E como é que você pretende obter os recursos mínimos pra fazer essa campanha? É por esse ângulo eu vou conversando para a pessoa analisar se aquilo que ela disse é possível. Agora, se a pessoa disser que está fazendo a campanha para adquirir “musculatura” para as campanhas seguintes, eu parto também da seguinte questão: no mínimo você tem que ter um resultado que não envergonhe os teus apoiadores, isso é, que seja um resultado razoável, de tal maneira que, o pessoal diga ao final, algo como, não deu dessa vez, mas foi bom. E aí entram esses elementos de novo, quem vai te apoiar, quais são as tuas bases que permitem você calcular um determinado número de votos e tal. Por outro ângulo, eu diria dessa forma a quem é candidato pela primeira vez que é nisso que ela deveria pensar.

CeM: Quando você fala isso, as pessoas saem mais sorridentes ou encafifadas?

EP: Eu já achei pessoas que depois me dizem que vão em frente e outras que me dizem que reavaliaram e acharam que era melhor não ser mais candidato. Aí, nessas últimas, eu fico com certo remorso. Vai que o cara avaliou como pessimista, né? Mas eu já tive gente que foi adiante, apesar dos conselhos e que depois nunca mais foi candidato, porque se decepcionou tanto com o mundo (risos). Eu sempre digo pra pessoa que, se me pediu conselho, leve em conta apenas como um conselho porque a decisão é tua, meu caro. É como se você ficasse se perguntando se deve casar ou não com fulano ou com fulana. Às vezes, se você tem uma opinião contrária diz, olha, não case agora (risos), construa antes a tua casa (risos). A gente sempre acaba dando opinião, mas a decisão cabe à própria pessoa que vai casar, conselho a gente dá porque é pedido (risos).

CeM: Do ponto de vista estritamente de campanha eleitoral quais as coisas comuns a todas elas, o que de uma campanha para outra você acha que não mudou ou se mudou na forma, não mudou no conteúdo?

EP: É… [não mudou] o ambiente especifico sem rádio e televisão, por exemplo, na minha base eleitoral principal, que é a cidade de Guarulhos, a qual tem mais de 800 mil eleitores e que, infelizmente, é uma cidade silenciosa do ponto de vista da TV e do rádio porque depende da TV e do rádio das grandes corporações. Essas emissoras só olham para a Capital. Quando olham para as outras cidade [da Região Metropolitana] é porque houve alguma tragédia. Então, nesse ambiente sempre tivemos uma campanha planejada, onde fizemos as atividades a partir das bases sociais que nós já tínhamos constituídas, que foram se ampliando. Portanto, a campanha também foi sempre se ampliando, tanto que depois eu cheguei duas vezes a ser prefeito, tendo o voto da maioria do e leitorado. Então é um planejamento da campanha a partir da base social que você tem. De outro lado, é importante ir criando competência para tratar das questões públicas, das políticas públicas, de tal maneira que [seu discurso] não seja um oba-oba, mas uma campanha de conteúdo. Nós sempre procuramos fazer uma campanha que tenha um conteúdo objetivo, mostrando o que foi feito ou o que se pretende fazer. É uma campanha, eu diria, sempre incansável…

CeM: Por que incansável?

EP: A competitividade é sempre bastante grande no campo da política. Por exemplo, vereadores são centenas de candidatos numa cidade, deputados não são centenas, mas são muitos, prefeitos também são muitos candidatos, e você tem que disputar e ganhar dos outros. Claro, [ganhar] pelo apoio social que você tem, pela capacidade de fazer uma boa campanha planejada, com um discurso que seja, digamos, adequado àquilo que as pessoas estão querendo naquele momento. Mas você tem que ganhar também na capacidade de trabalho, isso é um elemento importante. E tem outra questão ainda: você só consegue fazer um trabalho incansável se estiver com o moral alto.

CeM: Quando você fala da capacidade de trabalho do que você está falando exatamente?

EP: Estou falando de uma dedicação intensa e racionalmente organizada da campanha, isso é, significa você se voltar todo para aquele objetivo e isso é um sacrifício. Então, como nós sempre trabalhamos com recursos limitados do ponto de vista de recursos financeiro de campanha, [o trabalho] exige muito mais o esforço do candidato, a presença física dele, a presença organizativa dele, o que termina também repassando para os apoiadores um clima, eu diria, de que o candidato tem que ser exemplar, ele tem que ser o puxador da campanha, o entusiasta da campanha e não apenas o gerente dela.

CeM: Em 1992, na a primeira vez que você disputou para prefeito em Guarulhos, você não venceu. Qual foi tua avaliação daquela campanha?

EP: É… Uma campanha que eu, na verdade, já disputei com a perspectiva de não vencer (risos).

CeM: Por quê?

EP: Porque, eu tinha certa divida com o PT. Em 1988, quando eu era vereador, o PT queria que eu fosse candidato a prefeito e eu não quis ser. Então, em 1992 eu já era deputado estadual e disse pra mim mesmo: eu tenho que ser candidato, eu não posso recusar de novo uma vontade do partido. Mas não era o melhor momento, eu já fui pra campanha sabendo que não era o melhor momento porque o governo do prefeito de então (o falecido Paschoal Thomeu) indicou e apoiou o sucessor dele – na época não havia reeleição. Era um governo tão bem avaliado do ponto de vista de obras e outras coisas quanto foi o meu segundo governo. A gente sabia que se apresentava um caminho de dificuldades. Então, já fui racionalmente sabendo que as chances eram muito improváveis. Eu diz ia que ia lutar como um leão, embora soubesse que as condições eram adversas. Então foi uma campanha muito difícil porque quando os outros também acham que você não tem perspectivas de ganhar, cada um vai cuidando de si. Quando a candidatura a prefeito não tem um grande entusiasmo em torno dela, os candidatos a vereador se afastam e o resultado não é bom.

CeM: O que você está dizendo é que nem toda campanha é para vencer, é isso? Parece óbvio, mas às vezes a impressão que tenho é que as pessoas acham que em toda campanha você sempre tem um caminho da vitória.

EP: Não é bem assim. Às vezes você faz uma campanha sabendo que as chances de vencer são muito improváveis. Agora, você tem que saber que a vida não se resume a dois anos ou quatro anos. O fato, por exemplo, de eu ter sido candidato numa situação muito difícil não prejudicou depois a minha reeleição de deputado estadual, embora eu não tenha ido para a campanha com esse objetivo. Eu fui para a campanha mais com o objetivo de cumprir um papel para o meu partido. Também não se deve ir pra uma campanha eleitoral, num mero achismo, num impulso, numa ilusão. Tem que tem que ter um senso de realidade muito grande. Quem é candidato, portanto, tem que ter o lado da razão o mais despojado possível da emoção para tentar descobrir qual é a realidade que vai enfrentar. Mas tem que ter também o entusiasmo, e você só tem o entusiasmo se estiver certo de que aquilo que está fazendo, mesmo naquele momento sem perspectiva de vitória, vai resultar em algum avanço futuro, seja do partido, se você tem uma ligação estreita com ele, como eu sempre tive com o PT, sejam perspectivas individuais. O equilíbrio entre os ideais coletivos e a perspectiva individual é que é difícil de ter.

CeM: Além da racionalidade, também existe intuição na política, não? Uma certeza de que é possível vencer, mesmo com os números da pesquisa dizendo o contrário?

EP: Claro, o que é a intuição na verdade? A intuição é fruto da experiência e da sistematização dessa experiência, então ela tem um elemento de racionalidade também. A intuição não é uma ideia, por assim dizer, vazia, que se preenche ali ao sabor de qualquer loucura individual. A intuição é, digamos, prever o futuro a partir de uma melhor compreensão dos elementos do presente, da sua provável evolução futura. Então, por exemplo, é você sentir qual é o humor popular, o estado de espírito [dos eleitores]. Hoje em dia nós usamos muito pesquisa para descobrir qual o anseio popular, mas às vezes sem pesquisa você descobre as coisas a partir da capacidade de avaliar a realidade.

CeM: Por exemplo, a construção do Centro Educacional Adamastor (um grande teatro e centro cultural feito por Pietá em Guarulhos). Nenhuma das nossas pesquisas indicava que as pessoas queriam um centro cultural, mas você insistiu em que era preciso…

EP: Mas veja, havia uma espécie de consciência minha de que uma cidade do tamanho de Guarulhos precisava de um grande teatro que pudesse ter inclusive ópera, que pudesse ter orquestra sinfônica, que pudesse ter tudo aquilo que um grande teatro pode ter. Mas não havia uma reinvindicação de um grande teatro e esse anseio não aparecia espontaneamente nas pesquisas que fazíamos. É disso que falávamos há pouco: a intuição. Por meio dela, você descobre algo que as pessoas querem, mas às vezes nem dizem, e que tende a ter um bom resultado no futuro, então isso tem muito a ver com a sistematização da experiência. Isso é intuição. Às vezes tem a intuição que é um lampejo de genialidade, mas como eu não me considero entre as pessoas geniais, eu trabalh o mais com a experiência e com a observação. Aliás, é bom a gente exaltar esse aspecto, porque eleição e mandato não podem se basear apenas na ciência. Mesmo as grandes descobertas científicas são resultados de muito trabalho, muitas pesquisas, de muito conhecimento, mas tem também aquele “a mais” que é uma espécie de brilho de espirito que dá ou que faz a “química”, que é o elemento de uma “química” que dá um resultado novo.

CeM: Às vezes é, inclusive, o “motor” da descoberta, não?

EP: Pode ser, mas eu insisto em uma coisa: tem muita gente na política que vive apenas de ilusão, põe na cabeça que é possível [vencer], mas não analisa os dados objetivos e leva para a vida muitas decepções. Eu já vi muita gente se decepcionar na política. Porque achava que ia ter um excelente resultado, porque criou uma espécie de fantasiosa realidade que não correspondia à objetividade e depois, lá diante, achou que o mundo é cruel, que as pessoas são injustas, mas ela avaliou mal o cenário.

CeM: Elói, então resumindo: o que não pode faltar numa campanha de vereador e o que você considera que são as principais coisas que acontecem em uma campanha de vereador bem sucedida?

EP: Eu acho que um senso de realidade e um entusiasmo, senso de realidade que você encontra nas pessoas mais maduras e o entusiasmo que você encontra nos jovens. Juntar as duas coisas. E desdobrar isso numa avaliação da realidade da sua liderança, numa avaliação dos votos que são necessários e que são possíveis a partir dessa avaliação de realidade, num programa de ação como vereador ou vereadora, e uma capacidade de organizar pessoas em torno de si, voltadas para esse objetivo, e também saber fazer uma boa campanha eleitoral.

CeM: A gente ouve bastante que campanha de vereador são três “esses”, saliva, suor e sapato.

EP: E eu acrescentaria mais um coisa que não tem a letra “S”, mas tem que ter numa campanha: um programa de ação para o mandato que tenha bom conteúdo.

CeM: Você diria que acertar numa plataforma de ação, de conteúdo, é uma das coisas mais difíceis a fazer no caso de candidato a vereador?

EP: É, porque se ele abrir demais o leque de propostas teria de disputar o cargo a prefeito e não a vereador, se ele fechar demais ele não tem também os apoios suficientes, os votos suficientes. Tem que ter aí um senso de realidade, de equilíbrio.

CeM: Eu vejo os materiais de propaganda dos vereadores e, às vezes, eu acho que são muito iguais, trazem propostas genéricas sobre saúde, educação…

EP: Assim: minhas prioridades vão ser: saúde, educação, segurança, moradia e asfalto! (risos)

CeM: Por que essa dificuldade de focar? É claro que não dá resultado para o vereador trabalhar no genérico assim, né?

EP: Sinto às vezes quando converso com os candidatos a vereador e vereadora, uma dificuldade de fazer um programa de ação coerente com sua base social e o seu eleitorado. Em geral, os candidatos têm dificuldade em fazer um programa muito claro, concreto e inteligente para a campanha, então pegam os chavões. Sabem que todo mundo quer um sistema melhor de saúde e se diluem no meio dos outros ao apresentar apenas essa plataforma geral. Se na disputa tem 600 candidatos, são 600 que querem mudar a saúde. Eles se esquecem, porém, que só vão se eleger, por exemplo, 34. Então, o candidato não se distingue.

CeM: Também pode ocorrer o inverso…

EP: Isso. Se a pessoa faz um programa muito restritivo, ela também não amplia o suficiente e não consegue se eleger. Embora esse programa de ação não seja o único elemento, ele é um elemento que tem importância, porque quando as pessoas vão votar num vereador, às vezes votam em um parente qualquer; às vezes votam porque é amigo; ou porque um parente ou amigo indicou. Mas tem também um núcleo de conteúdo que faz com que o próprio parente-eleitor tenha que estar convencido que o candidato familiar é capaz de fazer aquilo o que está propondo. Ele conhece o seu familiar e, se ele diz, puxa realmente ele é boa cabeça, pode ser um bom vereador, uma boa vereadora, aí ele se entusiasma mais para obter votos para pessoa.

CeM: Às vezes a gente ouve algo como, ah, eu vou votar nesse candidato porque ele já foi candidato tantas vezes que eu vou ajudar. O que é mais importante: é a preparação ou perseverança pra um candidato a vereador?

EP: Olha, eu diria o seguinte, perseverança também é importante desde que a imagem persista positiva, porque [assim] o campo de presença junto às pessoas e do conhecimento sobre o que é um ente político vai se ampliando. Agora, muito mais importante que isso é ter identidade com uma base social [grande o] suficiente para eleger a pessoa, e essa identidade não é apenas ficar bebendo junto no bar uma cerveja, ou vendendo produtos de beleza, de tal maneira que se tenha uma rede de conhecidos, e se for uma mulher tem uma rede de conhecidas e tal. Tem que ter uma identidade entre a pessoa e o cargo para o qual ela concorre. Se essa vendedora de produtos de beleza ao mesmo tempo é uma pessoa muito capaz em termos de analisar a situação política, em reclamar cois as que não são resolvidas e em dizer qual é a solução pra resolver, não há nenhum problema em continuar vendendo os produtos de beleza,[pois] ao mesmo tempo vai se firmando como uma pessoa capaz de dar respostas àquilo que uma vereadora deve dar. Se eu tiver de apontar o que é mais importante, claro que direi que é a relação entre o que a pessoa é, e o que a sociedade necessita de alguém que vai exercer um cargo público. Portanto, esse programa de trabalho muito claro e ligado às aspirações populares é mais importante do que a perseverança, mas a perseverança sempre foi uma virtude e continua sendo.

FIM DA PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA

E você, caro leitor, gostou desta primeira parte? Tem comentários a fazer?

Veja também:

A arte de vencer eleições: segunda parte da entrevista com Elói Pietá

Como vencer sete eleições? Elói Pietá responde (Parte 3)

Elói Pietá: Parte final da entrevista

 

Sobre o Justino Pereira


Jornalista, fez Mestrado em Marketing Político. Atua desde 1994 como Coordenador-Geral e de Comunicação e Marketing em campanhas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal. Foi responsável por definir e implementar estratégias vencedoras em cerca de 30 campanhas. Também trabalhou como Gestor e Consultor nas áreas de Comunicação e Marketing e Planejamento Estratégico de Governo. Foi Coordenador-Geral de Publicidade da Capital paulista e secretário de Comunicação e de Governo de Guarulhos. É autor, junto com Elói Pietá, do livro-reportagem “Pavilhão 9 – O Massacre do Carandiru” (Editora Scritta).


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