22 de agosto de 2017
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fev
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Use os nossos check-lists e faça um balanço de seu mandato de Prefeito, reforce as boas ações e corrija o que ainda não está dando certo.

Estamos no final de janeiro, e este é o décimo terceiro mês de seu mandato, certo? Um ano já se foi, mas você ainda tem três anos pela frente, certo? Errado. Só lhe restam dois anos e meio de mandato. Na verdade, talvez restem apenas dois anos, ou um ano e meio. Não, eu não estou errando na matemática. Continue lendo, e você irá me dar razão.

O tempo de mandato é curto

Vamos às contas: dos quatro anos de mandato, iniciado em janeiro de 2013,  um ano já se foi (consumido na montagem do governo, em conhecer a máquina, diagnosticar os problemas, planejar as ações para responder aos problemas, detalhar o planejamento, iniciar a execução do trabalho proposto etc). Então, nos restam três anos.

Desses três anos, porém, o último semestre do último ano, na prática, não conta. Por que? Porque o que tiver sido feito até julho de 2016, feito estará. O que não se fez até lá, não teremos mais tempo de fazê-lo neste mandato (só num próximo, se o eleitor renovar a confiança em nós).

A partir de julho de 2016 começará a campanha eleitoral, tempo de avaliação e julgamento, de escrutínio que, como a própria palavra diz, será um tempo em que os eleitores e eleitoras irão fazer um exame minucioso de nossas realizações, julgar nosso trabalho à frente da Prefeitura. O que não fizermos até junho, dificilmente conseguiremos fazer nos seis meses finais do mandato (e, do ponto de vista puramente eleitoral, o que acontecer depois de outubro não conta).

A temperatura política aumentará na campanha e os adversários estarão, a todo instante, mostrando à população as nossas falhas (reais ou inventadas). Neste oitavo semestre do mandato o que contará, mesmo, será o que nós já fizemos (e conseguimos mostrar para as pessoas) e não deixar que o que está indo bem pare de funcionar, ou que haja crise em serviços essenciais.

No governo, tudo demora mais

Então, dos três anos restantes, na prática só nos sobram dois anos e meio.

Mas, ao contrário do que acontece para a maioria das pessoas e organizações privadas, no setor público, dois anos e meio para quem está no governo duram menos que 30 meses. Porque nos mandatos o tempo passa muito devagar na hora de planejar e executar.

Quem está no poder público, sabe: as coisas demoram a acontecer. Um governo é como um transatlântico: demora para entrar na rota certa, e demora mais ainda para sair da rota errada. E o caminho está cheio de icebergs.

O ritmo é mais lento do que no setor privado. Uma coisa que poderia acontecer em uma semana, possivelmente levará um mês para ficar pronta. E um mês virará um semestre, que virará um ano. Ou dois.

E, quando menos a gente espera, de repente nos daremos conta de que o tempo de mandato passou, acabou. E muitas boas intenções não saíram do papel, ou de nossas cabeças.

Enfim, os três anos de mandato podem facilmente virar um ano e meio, ou dois, se a gente descuidar. E aí, não adiantará reclamar, ou culpar a máquina administrativa emperrada, ou a falta de dinheiro para trabalhar. O povo nos julgará pelo que fizemos e mostramos. E, diante dos resultados constatados, decidirá se merecemos mais um mandato. Ou se chegou a hora de votarmos para casa (no caso, para a Oposição).

Esse processo lembra um pouco aquela piada do sujeito que caiu do 48º andar de um prédio e, treze andares abaixo, diz: “até aqui, tudo bem.” E estará tudo bem, se ele estiver usando pára-quedas (ou seja, se o primeiro ano de mandato tiver sido bem utilizado e se os anos seguintes estiverem bem planejados).

Uma segunda chance

Mas eu estou apressando as coisas. Apenas se passou um ano (e um mês) de mandato. Todo governo tem o seu primeiro ano para fazer experiências, e o tempo que nos resta, se for bem utilizado, será suficiente para mostrar ao povo que merecemos a confiança da aprovação (e de mais um mandato).

Nos posts a seguir apresentaremos check-lists que lhe ajudarão a preparar os 75% que restam de seu mandato. A avaliar o ano que passou e a sentir se as coisas estão indo no rumo certo. Assim como aquele famoso filme dos anos oitenta, “De volta para o futuro”, ainda dá tempo de mudar as coisas que estão erradas (ou que estarão erradas no futuro devido a decisões que a gente tome agora). E, é claro, de reforçar as boas coisas.

E você? Concorda com essa avaliação? Qual foi a sua experiência até agora no mandato (seja como prefeito, secretário, assessor ou dirigente partidário)?

Sobre o Justino Pereira


Jornalista, fez Mestrado em Marketing Político. Atua desde 1994 como Coordenador-Geral e de Comunicação e Marketing em campanhas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal. Foi responsável por definir e implementar estratégias vencedoras em cerca de 30 campanhas. Também trabalhou como Gestor e Consultor nas áreas de Comunicação e Marketing e Planejamento Estratégico de Governo. Foi Coordenador-Geral de Publicidade da Capital paulista e secretário de Comunicação e de Governo de Guarulhos. É autor, junto com Elói Pietá, do livro-reportagem “Pavilhão 9 – O Massacre do Carandiru” (Editora Scritta).


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