14 de dezembro de 2018
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O mundo do Marketing Político ficou maravilhado com a campanha de Barack Obama em 2008. Aquela foi uma das mais estimulantes e inovadoras disputas presidenciais da política americana. Obama conseguiu apresentar-se como sendo mais do que apenas um candidato. O “Hope” e o “Yes We Can” constituíram-se, para milhões de americanos, num movimento social, num movimento e num político em busca de Mudança.

 

Para além de uma luta entre spots de TV de Democratas versus Republicanos, de uma luta por estabelecer a pauta dos noticiários da noite e ganhar as capas dos jornais do dia seguinte, Obama e sua equipe conseguiram estabelecer alguns novos marcos na forma de se fazer campanha nos Estados Unidos. Marcos estes, que se tornaram referência mundo afora. Entre as muitas facetas interessantes e criativas daquela campanha, destacaríamos, para começo de conversa que:

 

Obama engajou os jovens em sua campanha. Se é verdade que lá, como aqui, cada vez mais os jovens não se enxergam na política, também é verdade que milhões deles correram a se registrar ( nos EUA o voto não é obrigatório) para votar em Obama, o político não-político, que parecia entender os seus anseios, falar a sua língua e representar a Novidade. O movimento Rock The Vote, de cadastramento de jovens para votar, levou milhões deles às urnas pela primeira vez, o que foi decisivo para a vitória democrata.

 

Obama usou o mundo digital de forma nova. A campanha de Obama tornou-se referência no uso da internet e do mobile na política, levando essas ferramentas centenas de passos adiante (se comparado, por exemplo, com a campanha presidencial de 2004). A juventude encontrou naquele candidato alguém que soube dialogar com ela de forma contundente e persuasiva pelos meios digitais que hoje são o seu lugar-comum. Toda uma Rede Social, através do “My BO”, foi criada em torno da campanha, usando ferramentas próprias.

 

Obama mobilizou milhões na campanha casa-a-casa. Ele soube mobilizar seus milhões de apoiadores, jovens ou não, para que trabalhassem por sua campanha, não apenas no mundo digital (reenviando emails, ajudando a convencer outros internautas a aderir ao candidato, rebatendo boatos,atuando em rede, arrecadando recursos financeiros etc.), mas também no mundo “real”, telefonando para pessoas pré-indicadas pela campanha, encontrando-as e organizando reuniões, grupos de discussão, visitas casa-a-casa etc.

 

Por tudo isso, e um pouco mais, Obama começou como azarão e venceu a disputa. Não é comum ver um candidato outsider brilhar no palco nacional americano (porque os palcos estaduais estão cheios de Exterminadores do Futuro e atletas de luta-livre). Além de ser “apenas” um novato, senador de primeiro mandato, o então candidato tinha um nome que soa ameaçador na América de hoje, é negro, não é membro de nenhuma dinastia política e enfrentou a mais destacada política americana do século XX, Hillary Clinton.

 

A campanha “perfeita” do atual presidente americano o levou a vencer em muitos estados onde os democratas não venciam havia muito, conquistando larga vantagem em número de eleitores “indiretos”, e a ter 53% dos votos “populares”, do eleitor que saiu de casa e foi às urnas. A pergunta que está no ar, é: Obama e os Democratas conseguirão se superar, ir além de 2008?

 

Você, leitor, leitora, pode pensar: “Espere um momento… Só 53% dos votos? O senandor McCain, o adversário, teve 47%? Não parece pouca vantagem, para tanto esforço e novidades eleitorais? E isso, numa conjuntura, que era adversa à Situação?” Fique tranqüilo. Campanhas e Mandatos vai esmiuçar esses e outros aspectos da campanha de 2008, uma das mais fascinantes já disputadas. E também irá acompanhar passo-a-passo a campanha 2012.

 

E você? que aspecto da campanha presidencial americana de 2008 gostaria que nós abordássemos?

 

 

 

 

 

Sobre o Justino Pereira


Jornalista, fez Mestrado em Marketing Político. Atua desde 1994 como Coordenador-Geral e de Comunicação e Marketing em campanhas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal. Foi responsável por definir e implementar estratégias vencedoras em cerca de 30 campanhas. Também trabalhou como Gestor e Consultor nas áreas de Comunicação e Marketing e Planejamento Estratégico de Governo. Foi Coordenador-Geral de Publicidade da Capital paulista e secretário de Comunicação e de Governo de Guarulhos. É autor, junto com Elói Pietá, do livro-reportagem “Pavilhão 9 – O Massacre do Carandiru” (Editora Scritta).


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