14 de dezembro de 2018
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Ou, dito de outra maneira, mais importante para quem vai disputar as eleições neste ano: qual o efeito das Redes Rociais na campanha? Fazem vencer quem está presente nelas? Quem não está, vai perder a eleição (por falar nisso, Barack Obama venceu em 2008 porque usou muito bem a internet, como virou lugar comum afirmar?)?

Vamos tentar responder algumas das perguntas que estão no ar. Alertamos que, como em toda nova área da ação humana, as coisas ainda estão assentando, o solo é movediço e não temos experiência acumulada para dar respostas definitivas (do tipo: “um bom candidato a prefeito, com chances reais de vitória, pode perder a eleição se fizer mal uso da propaganda de TV…”).

As Redes Sociais na internet vieram para ficar? Tudo indica que sim. Cada vez mais, mais gente tem acesso ao mundo digital (computador, smart phone, tablet etc) e se “socializa” através dessas redes sociais virtuais (porque, na verdade, todos nós já fazemos parte de redes sociais no dia-a-dia, fora do computador: a família, os colegas de trabalho, os amigos etc.). A questão é: os principais sites de relacionamento que temos hoje, como o Facebook (que no momento em que escrevo, Carnaval de 2012, ultrapassou a marca de 800 milhões de pessoas que aderiram),o Twitter e outros, podem durar muito, ou desaparecer e ser substituídos por outros (como aconteceu com o outrora gigantesco MySpace). Mas o princípio da coisa (um ponto virtual onde eu converso com amigos próximos ou pessoas nem tanto, movido por afinidades) esse, deve perdurar.

Como as redes sociais vão me fazer vencer a eleição? Esqueça isso. Se você não tiver uma base real para sustentar sua ação na web, não conte com a vitória. Se algum profissional da área lhe prometer vitória assim, não o contrate.

Como as redes sociais podem me ajudar a vencer as eleições? Agora sim, você fez a pergunta certa. A minha opinião é que nenhuma presença virtual leva à vitória por si própria (Obama venceu porque havia as condições políticas, econômicas, conjunturais para isso; não porque foi bem na web). Mas a ausência do candidato nas comunidades (através de blogs, perfis etc.) poderá lhe custar as dezenas, ou centenas, ou milhares de votos (dependendo do tamanho do eleitorado…) que poderão fazer a diferença entre vencer ou ser só o primeiro suplente (sabe aquele amigo que você não vê há muito tempo, e que lhe encontrou via Facebook? Ou daquelas pessoas que estavam procurando alguém que defenda os animais de estimação para votar e lhe acharam da mesma forma? Ou do pessoal que foi à sua festa apenas porque você pôde contatá-lo via web? É disso que estou falando…). Ter um blog, por exemplo, por menor que sua audiência, 100 ou 200 visitantes únicos por mês, pode lhe ajudar a ganhar aqueles votinhos que farão a diferença.

Campanhas e Mandatos desenvolverá mais esse tema nos próximos posts.

E você, caro leitor, cara leitora? O que pensa do uso de Redes Sociais na campanha? Que REde Social gostaria de ver abordada aqui?

Sobre o Justino Pereira


Jornalista, fez Mestrado em Marketing Político. Atua desde 1994 como Coordenador-Geral e de Comunicação e Marketing em campanhas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal. Foi responsável por definir e implementar estratégias vencedoras em cerca de 30 campanhas. Também trabalhou como Gestor e Consultor nas áreas de Comunicação e Marketing e Planejamento Estratégico de Governo. Foi Coordenador-Geral de Publicidade da Capital paulista e secretário de Comunicação e de Governo de Guarulhos. É autor, junto com Elói Pietá, do livro-reportagem “Pavilhão 9 – O Massacre do Carandiru” (Editora Scritta).


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