22 de agosto de 2017
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Balanço de mandato de Prefeito: estou fazendo a coisa certa? – Parte 2

Use os nossos check-lists e faça um balanço de seu mandato de Prefeito, reforce as boas ações e corrija o que ainda não está dando certo.

A seguir, damos o primeiro check-list para ajudar você (seja você um prefeito, secretário municipal, assessor político ou dirigente partidário) a pensar o mandato para os próximos 30 meses que, como já vimos no post anterior (clique aqui), poderão durar bem menos, caso a gente deixe de fazer o dever de casa e desperdice o tempo (único recurso que, depois de perdido, não poderá ser recuperado no mandato).

Parto da afirmação de que, após um ano (e um mês), o destino de todo governo ainda está em aberto, ainda está por ser escrito. Até agora, nada garante que a administração será bem-sucedida. Se não fizermos os movimentos certos, poderemos fracassar. Da mesma forma, nada indica que o governo será um insucesso. Considero que o futuro ainda está em aberto e dependerá de nossos próximos passos. Eles definirão se faremos um governo nota 3, ou um governo nota 8 (nota 10 é muito difícil!).

 

Um ano de Governo: estamos fazendo a coisa certa?

Passado um ano (e um mês) de governo, é necessário que haja amplo balanço da gestão feita até aqui, apontando seus pontos fortes e fracos, suas forças e fraquezas, suas oportunidades e ameaças e decidindo quais os ajustes necessários para garantir que façamos um bom governo, de forma a enfrentarmos os desafios eleitorais futuros em condições vantajosas, alcançando a “satisfação do cliente”, ou seja, convencendo o eleitor de que o governo acontece à altura do que ele espera, convencendo-o de que estamos atuando conforme o prometido na campanha: governando para melhorar a vida das pessoas.

Em todo governo podemos listar muitos acertos e erros. Quais são os seus acertos? Quais são os seus erros? Seja como for, ainda há muitas coisas a serem feitas, e muitas coisas a acertar.

O mandato passará, agora, por um momento crucial. Após um ano de aprendizado e experiências, em que o Prefeito e sua equipe conheceram a máquina pública, suas possibilidades e limitações, chegou a hora da verdade: é preciso traçar a estratégia que nos fará atravessar os próximos anos e chegar no ano da disputa eleitoral, do julgamento do povo, bem-queridos pela população.

Nota: é claro que a medida de sucesso de um governo é bem maior que apenas o seu sucesso eleitoral. Muitos bons governos, por diversas razões, não tiveram continuidade e perderam suas tentativas de reeleição Brasil afora. Nem por isso, podemos dizer que eles não foram importantes para as suas cidades. Mas a nossa meta, aqui, é garantir que um bom projeto tenha continuidade, não seja interrompido. E só o que garante isso é a reeleição do governante que é o garantidor do projeto político em execução. Por isso, em resumo, é que focaremos bastante, nos próximos posts, no sentido eleitoral das ações governamentais.

Voltando ao nosso assunto: antes de mais nada, é preciso ressaltar sempre que o tempo para traçar essa estratégia é curto e  não temos muita margem de  erro. Afinal, faltarão apenas 30 meses para a próxima campanha eleitoral.

Sugiro que você e sua equipe, refeitos após a justa parada de fim-de-ano, dediquem fevereiro para mapear e traçar esse caminho. Não consuma nisso todo o semestre, ou trimestre. Tenha em mente que a “trégua” que o povo dá a todo governo que começa, terminou. Agora, ou bem estamos no caminho certo (já executando ou preparando ações que o povo espera, para mostrar seus resultados um pouco mais à frente), ou começaremos a perder a aprovação popular, que foi dada a nós no momento do voto.

E você? Já está fazendo o balanço de seu mandato? Divida sua experiência conosco. Mande um comentário.

Sobre o Justino Pereira


Jornalista, fez Mestrado em Marketing Político. Atua desde 1994 como Coordenador-Geral e de Comunicação e Marketing em campanhas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal. Foi responsável por definir e implementar estratégias vencedoras em cerca de 30 campanhas. Também trabalhou como Gestor e Consultor nas áreas de Comunicação e Marketing e Planejamento Estratégico de Governo. Foi Coordenador-Geral de Publicidade da Capital paulista e secretário de Comunicação e de Governo de Guarulhos. É autor, junto com Elói Pietá, do livro-reportagem “Pavilhão 9 – O Massacre do Carandiru” (Editora Scritta).


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